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Aryana Santos , 18 de setembro de 2026

Moscou e Kiev demonstram disposição para discutir uma pausa nos ataques contra estruturas de energia, mas exigências de ambos os lados dificultam o avanço das negociações

A tentativa de estabelecer uma trégua entre Rússia e Ucrânia voltou a ganhar destaque nesta terça-feira (15). A proposta prevê a suspensão de ataques contra instalações de energia dos dois países, em uma iniciativa que busca reduzir a escalada do conflito e também aliviar os impactos sobre o mercado internacional de combustíveis.

Apesar das manifestações favoráveis à ideia, os ataques continuaram. A Rússia realizou uma nova ofensiva com drones contra diferentes regiões da Ucrânia, atingindo instalações relacionadas ao setor de energia e infraestrutura. A Ucrânia, por sua vez, também realizou ataques contra alvos ligados à produção de petróleo e à indústria militar russa.

O governo ucraniano afirma qu e está disposto a suspender os ataques contra instalações energéticas russas, mas exige garantias de que Moscou também cumpra o acordo. O presidente Volodymyr Zelenskyy defende que uma eventual pausa precisa ser acompanhada por mecanismos capazes de assegurar o cumprimento das medidas.

Do lado russo, o Kremlin sinalizou apoio à proposta, mas apresentou condições adicionais. Entre elas estão discussões relacionadas às sanções internacionais impostas à Rússia e à segurança da navegação comercial, especialmente para navios que transportam petróleo.

Impacto no preço dos combustíveis

A disputa também preocupa os mercados internacionais. Os ataques contra refinarias, instalações de energia e rotas de transporte podem afetar a oferta de combustíveis e contribuir para a elevação dos preços.

Nesta terça-feira, o petróleo Brent era negociado acima de US$ 107 por barril, enquanto as bolsas internacionais registravam quedas em meio às preocupações com o petróleo e às expectativas sobre os juros nos Estados Unidos.

A situação mostra que, mesmo quando surgem iniciativas diplomáticas para reduzir o conflito, os efeitos da guerra continuam ultrapassando as fronteiras dos países envolvidos, atingindo o mercado de energia, o comércio internacional e os preços pagos pelos consumidores.

Por enquanto, não há um acordo definitivo de cessar-fogo. Rússia e Ucrânia continuam negociando as condições para uma possível pausa, enquanto os ataques seguem ocorrendo em diferentes pontos do conflito.